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De cada 100 remédios vendidos no Brasil, só 7 são genéricos

Segundo um relatório da consultoria britânica World Markets Research Centre, situada em Londres, só 7% dos remédios vendidos no Brasil são genéricos. Enquanto nos Estados Unidos, Grã-Bretanha e Dinamarca o consumo de genéricos corresponde a cerca de 40% do total de medicamentos, na maioria dos países latino-americanos, esse percentual é ínfimo. Exceto na Argentina e no Chile.

O governo chileno promoveu uma campanha eficaz de estímulo ao consumo. Já a Argentina, sofria uma grande pressão por parte dos grandes laboratórios, mas com a crise econômica mudou sua legislação, tornando obrigatória a prescrição de genéricos. Medida que também deveria ser adotada em nosso país, por uma questão de lógica econômica. 

De acordo com a World Markets Research Centre, se consumíssemos uma quantidade um pouco maior de genéricos no Brasil, reduziríamos nossas despesas públicas e privadas com saúde de 10% a 60%.

No orçamento do governo brasileiro para 2004, estão previstos R$ 32,4 bilhões. Ou seja, caso estivéssemos consumindo mais genéricos, poderíamos economizar de 3 a 20 bilhões por ano. Países em desenvolvimento como a Índia e o Egito, já conhecem essas vantagens econômicas do consumo de genéricos e comprovadamente lucram com essa prática.

Fonte: Saúde em Movimento

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