Saúde

Uma nova visão da AIDS 
na Odontologia através da UEL

AC. Camila Nobre Gimenez; 
AC. Hellen Maureen Sinópolis Aoki;
CD. Lázara Regina Rezende

A Aids ou Sida (Síndrome da Imunodeficiência Adquirida), doença causada pelo retrovírus, o HIV ou VIH (Vírus da Imunodeficiência Humana), que atinge o sistema imunológico, principalmente os Linfócito T CD4+, facilitando a instalação e o aparecimento de doenças oportunistas tem como primeiros sinais do seu desenvolvimento as manifestações bucais como: candidíase, leucoplasia pilosa, doença periodontal e sarcoma de Kaposi. É nesse contexto de pandemia de AIDS, de avanços no tratamento, de luta contra o preconceito e de uma tentativa de oferecer uma melhor qualidade de vida do paciente que se insere o projeto de atendimento a pacientes soropositivos na UEL.

Professores, dentistas, auxiliares odontológicos, THDs e acadêmicos de odontologia oferecem um tratamento odontológico a pacientes soropositivos que são encaminhados do Sistema de Internação Domiciliar da equipe: Atendimento Domiciliar Terapêutico para pacientes doentes de AIDS da Prefeitura Municipal de Londrina e do Hospital de Clínicas (HC).

O objetivo do trabalho é ir além da recuperação da saúde bucal do paciente e dar ao aluno a possibilidade de conhecer a historia médica, medos, dúvidas do paciente que convive com o HIV. E desta forma mostrar a toda comunidade odontológica que o atendimento a pessoas infectadas pelo HIV ou com AIDS é seguro e necessário.

Já se passaram mais de 20 anos do aparecimento da AIDS no planeta, o número de infectados aumentou muito e os pacientes ainda ficam sem atendimento ou sofrem com a discriminação, isto porque ainda observamos postura de recusa no atendimento de pacientes portadores do HIV ou com AIDS por parte dos cirurgiões-dentistas. Conduta considerada por muitos autores e por várias associações, como inadequadas, discriminatórias, antiéticas e causadas pela desinformação do profissional que, diante do pavor da contaminação prefere não disponibilizar atendimento a este grupo de pacientes que, atualmente, esta bem mais diversificado e com perfil bem diferente do que no início dos primeiros casos da epidemia. 

O grande desafio para as instituições de ensino superior é ajudar o aluno a construir o seu projeto de vida de forma humanizada, proporcionando um espaço para reflexão com maior conhecimento a respeito do paciente HIV/AIDS e a busca da sensibilidade do “ser humano”, da solidariedade, do respeito ao outro, do aprender a conviver com as diferenças e também criar relações de trabalho multidisciplinar e multiprofissional. 

Nesse sentido nosso trabalho busca através do atendimento do paciente HIV/AIDS uma integração maior dos alunos diante da realidade do “outro”. Momento em que o aluno passa a compreender a partir de problema concreto, quais são os seus direitos e deveres, e como o exercício da sua liberdade é limitada pelo exercício dos direitos e deveres dos outro. Este é o caminho, em nosso entender, por onde saímos da doutrinação que nada mais é que ensinar e aprender preceitos e códigos rígidos

A infecção pelo HIV suscitou debates e mudanças nunca imaginadas na odontologia. Com respeito a medidas de biossegurança, tais como uso sistemático de barreiras de proteção (luvas, máscaras, óculos de proteção), uso de descartáveis além de formas simples e eficientes de desinfecção e esterilização.

E é sempre importante relembrar e divulgar que o atendimento ao paciente HIV não tem nada de diferente da rotina diária de qualquer consultório que segue as normas de biossegurança, que é um dever de todo Cirurgião-Dentista para com os seus pacientes e um direito de todo cidadão. 

ACEITA-SE PROFISSIONAIS VOLUNTÁRIOS.

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