Ortopedia Funcional dos Maxilares
História da
Ortopedia Funcional dos Maxilares
“Pobre daqueles que não tem paciência! Qual a ferida que cicatriza senão gradualmente?”. Shakespeare OtheloProf. Dr. N. Eros Petrelli
A Ortopedia Funcional dos Maxilares (OFM) tornou-se uma especialidade no Brasil. Vamos descrever o resumo da história da Ortopedia Funcional dos Maxilares, do livro de John W. Witzig e Terrance J. Spahl, cujo o objetivo é fazê-los conhecer como evoluiu o raciocínio Ortopédico Funcional para corrigir as deformidades orofaciais.
No final do século 18, nos Estados Unidos, o Dr. N. W. Kingsley desenvolveu uma plano inclinado para levar a mordida para frente, nos casos de extrema retrusão mandibular, sendo talvez uma das mais importantes gêneses de um conceito, surgida há mais de um século.
No início do século passado, por volta de 1902, o francês Dr. Pierre Robin preocupado já com as atresias maxilares, avançou na idéia e construiu um aparelho monobloco para corrigir os maxilares, provocando a expansão bimaxilar.
Pouco antes da primeira grande guerra mundial na Europa, uma variada forma de aparelhos funcionais foram desenvolvidas, porém as investigações dentro dessa linha de pensamento foram ofuscadas pela influência de um talentoso ortodontista americano, o Dr. Edward H. Angle, que desenvolveu técnicas de aparelhos fixos para tratamentos sem extração, utilizando forças intensas. Nessa época, na Europa, os dentistas tinham dificuldade de implantar essa técnica multibanda, talvez pelos seus custos econômicos, então a técnica dos aparelhos móveis funcionais foram mais utilizadas e desenvolvidas no velho continente para dar assistência ortodôntica às massas populacionais.
Um dinamarquês chamado Viggo Andresen, que tornou-se diretor do departamento de Ortodontia da Faculdade de Odontologia de Oslo, na Noruega, organizou, na época, os conceitos científicos da Ortopedia Funcional dos Maxilares, por meio do aparelho denominado Ativador de Andresen.Andresen baseou-se na teoria exposta por Roux e Wolfe, em 1890, que dizia que as alterações na função biomecânica traziam alterações, tanto nas estruturas internas como na forma externa. Numa variedade muito freqüente de maoclusão, que é a Classe II de Angle, a mandíbula está retruida. Assim, segundo essa teoria o aparelho podia ser construído de forma manter a mandíbula para baixo e para frente, e fechá-la em uma relação em normaoclusão (Classe I) ortopedicamente balanceada. Com a mudança da postura de oclusão o aparelho obrigaria os músculos a reposicionarem-se, os ossos a remodelaremse e os dentes a acomodarem-se em uma nova posição resultando, com isso, uma relação mais correta entre a maxila e a mandíbula. O aparelho de Andresen era, então, baseado na teoria que defendia a idéia que as maloclusões eram de origem funcional e que a “forma seguia a função”.
Com apoio de Häupl, cientista de reputação internacional, diretor da clínica da Universidade de Praga, o método de Andresen da Ortopedia Funcional foi considerado pelos ortodontistas europeus da época um método terapêutico eficaz e biologicamente superior, tornando-se conhecido como ativador Andresen-Häupl.
Baseado na teoria de Andresen-Häupl, outros aparelhos foram surgindo e conhecidos no nosso meio como: o Bimler, Ativador Elástico Aberto de Klamnt, Bionator de Balters, Regulador de Função de Frankel, Aparelhos de Planas, SNs (Simões NetWorks) da Dra. Wilma Simões, os quais poderemos descrevê-los em outras oportunidades.
Resumido pelo PROF. CD LUIS SEKIO TANAKA, especialista em Ortodontia e Ortopedia Funcional dos Maxilares (pela alínea b do artigo 6º, resolução 25 do CFO. )
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