Biossegurança

Esterilização
uma das fases do controle de infecção na prática odontológica
O controle de infecção na área da saúde é uma necessidade primordial em nossa rotina de trabalho, pois uma série de doenças infecciosas pode ser transmitida para pacientes e profissionais no exercício da profissão.

Desta forma, a prática diária nos consultórios odontológicos requer, dentro das normas atuais, que seja rotina primária a adoção de precauções padrão: tratar todos os pacientes como possíveis portadores de doenças infecto-contagiosas. Ou seja, a equipe tem por obrigação realizar uma prática clínica segura adotando os preceitos atuais para o controle de infecção.

Uma das ações para proporcionar a segurança do paciente e profissionais é o processo de esterilização. Este pode ser realizado através de vários métodos como: autoclave (vapor saturado sob pressão), estufa (calor seco), óxido de etileno, plasma de peróxido de hidrogênio, ácido peracético e outros meios físicos e químicos.

Na odontologia os processos de esterilização mais encontrados nos consultórios são a estufa e a autoclave.

Como garantir a eficácia do processo de esterilização?

Antes de tudo, é necessária uma limpeza rigorosa dos materiais. Atualmente, esta etapa têm sido considerada com a mais importante do processamento do material, pois onde há sujidade, o agente esterilizante não consegue agir.

A próxima etapa é o acondicionamento do material. Caso seja esterilizado na estufa, a embalagem indicada é a caixa metálica. Ressaltando que após a esterilização, a mesma deve ser lacrada com uma fita crepe, bem como registrada a data da esterilização e o prazo de validade.

Se o material for esterilizado na autoclave, várias embalagens são indicadas como seguras ao processo: campo duplo de algodão cru, papel grau cirúrgico, mantas de polipropileno e papel kraft nº 80 monolúcido. A caixa metálica também pode ser utilizada na autoclave, desde que tenha furos para permitir a entrada e saída do vapor e, que seja envolvida em uma das embalagens supra citadas para garantia da manutenção da esterilização.

A última etapa do processamento é a esterilização. Quando realizada na estufa o material deve ser distribuído de forma que não ocupe mais de 80% da capacidade da câmara. Segundo o Ministério da Saúde o material pode ficar exposto a 160ºC durante 2 horas, ou 170ºC durante1 hora. Em nossa prática, adotamos como rotina a exposição do material a 170ºC durante 2 horas, baseado em pesquisas. Para isso é necessário o controle rigoroso da temperatura através de um termômetro na parte superior da estufa. Ressaltamos que a porta da estufa não deve ser aberta durante esta etapa a fim de garantir a eficácia do processo. 

Para esterilização de materiais na autoclave, o Ministério da Saúde orienta que o material fique exposto a uma temperatura de 121ºC, com pressão de 1,atm durante 15 ou 30 minutos dependendo do tipo de material. Porém, com o avanço tecnológico, tanto de equipamentos como do próprio processo, as orientações do fabricante devem ser seguidas como parâmetros seguros para garantia do processo.

A real eficácia do processo de esterilização pode ser comprovada através de vários testes, como testes físicos (funcionamento do equipamento, como controle da temperatura e pressão durante o processo), testes químicos (tiras de papel impregnadas com tinta termocrômica, que alteram de cor ao entrarem em contato com a pressão, temperatura e umidade necessária para se garantir o processo) e os testes biológicos (tiras impregnadas com esporos resistentes, não patológicos - autoclave: Bacillus Stearothermophilus e estufa: Bacillus Subtillis).

Os testes devem obedecer certa periodicidade. Teste físico: em todos os processos, teste químico: uma vez ao dia e teste biológico uma vez a cada 15 dias pelo menos.

Se todas as etapas forem seguidas com critérios podemos dizer que estamos realizando uma das fases do controle de infecção em nossa rotina diária de trabalho, assegurado portanto, a saúde do paciente e da equipe.

Dúvidas e sugestões: 
CCIO - COUNP - Fone: 3321-2002 com: 
Enfª. Cibele Cristina Tramotini
Enfª. Patricia Helena Vivan Ribeiro

 

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