INFORMATIVO
 

COMO PREVENIR-SE DAS HEPATITES

O fígado, realizando mais de 2.000 funções diferentes, é um órgão fundamental para o funcionamento do corpo humano. É necessário prestar muita atenção ao seu funcionamento, pois ele costuma não dar sinais até que fique gravemente comprometido.

As hepatites causam inflamações no fígado, que se não devidamente tratadas podem persistir, causando danos irreparáveis ao funcionamento do fígado

Prevenir evitando o contágio é o melhor tratamento das hepatites.

Aprenda, a seguir quais as diferenças entre elas e como tomar os devidos cuidados.

Hepatite A

Costuma ocorrer em países menos desenvolvidos devido a precariedade do saneamento básico. Incide principalmente em crianças e adolescentes, sendo geralmente pouco sintomática nesta faixa etária. No Brasil, estima-se que 60% da população acima de 30 anos tenha desenvolvido imunidade natural contra a hepatite A.

Contágio:

É a hepatite de maior disseminação, pois o contágio se da por:

Ingestão de água ou alimentos contaminados, principalmente mariscos ou legumes mal lavados,
Durante o ato sexual
Tomar banho em águas contaminadas. A urina e as fezes transmitem o vírus
Compartilhar pratos, talheres ou copos com uma pessoa contaminada
Pela saliva e o beijo
Durante os primeiros 7 dias após a infeção o contaminado transmite o vírus

Prevenção:

Melhorias nas condições de higiene e saneamento básico
Vacinação contra a hepatite A

Sintomas:

Algumas pessoas, especialmente crianças, não apresentam sintomas.
Os sintomas mais comuns podem incluir febre, dor abdominal, náusea, fadiga e icterícia (olhos amarelados e urina escura)

Tratamento:

Geralmente, a hepatite A cura mesmo sem tratamento. A recuperação completa pode durar até 6 ou 12 meses.

 

Hepatite B

Facilmente contagiosa, pode ser perigosa, principalmente em adultos. Recomenda-se a vacinação em massa da população.

Contágio:

O contagio é muito fácil, podendo ser por:

Contato com sangue contaminado, compartilhando seringas, na tatuagem ou no piercing.
No ato sexual e transmitida pelo sêmen ou pelos fluidos vaginais
Amamentação, pois o vírus está presente no leite materno
Beijos, saliva, urina e fezes
Compartilhando escovas de dentes, aparelhos de barbear ou alicates de unhas
Portadores da hepatite B podem contaminar o vírus por até 60 dias após a infeção

Prevenção:

Vacinação contra a hepatite B

Sintomas:

A maioria dos contaminados possui sintomas que podem incluir febre, dor abdominal, náusea, fadiga e icterícia (olhos amarelados e urina escura)

Tratamento:

Repouso, dieta adequada e controle médico. Se persistir por um período superior a 60 dias deve ser tratada com medicamento, pois cronificando pode evoluir para um câncer no fígado.

 

Hepatite C

Considerada, pela gravidade, a maior epidemia da historia da humanidade é a mais perigosas das hepatites. Recentemente descoberta já atinge 200 milhões de pessoas no mundo e mais de 3 milhões no Brasil.

De evolução lenta, em duas décadas após contaminação 25% dos portadores desenvolvem cirroses hepática.

Contágio:

Somente no contato de sangue com sangue contaminado
Não é transmitida por beijos, abraços, suor, espirros, tosse, comidas, água, contato casual, amamentação ou por compartilhar copos, garfos, facas ou copos.
Sexualmente é muito difícil o contágio, podendo acontecer se o sexo for violento ou se os parceiros possuírem algum pequeno ferimento.
Compartilhando seringas, aparelhos de acupuntura ou piercings mal esterilizados.
Pode existir contágio na manicure ou pedicure, compartilhando aparelhos sem esterilização adequada.

Prevenção:

Não existe vacina para a hepatite C. Deve-se ser rigoroso nas medidas preventivas.

Sintomas:

Geralmente não apresenta sintomas de nenhuma espécie e 85% dos contaminados se tornam doentes crônicos.

Tratamento:

De alto custo e longo prazo e ainda com graves efeitos colaterais, o tratamento somente consegue algum resultado em 45% dos tratados.

 

Hepatite D

Ocorre somente associada a hepatite B e pode ser muito perigosa. É altamente recomendável a vacinação contra a hepatite B para prevenir a hepatite D.

A transmissão é idêntica a da hepatite B

 

Hepatite E

Costuma acorrer na forma de epidemias em áreas sem saneamento básico. No Brasil foram detectados alguns casos na Bahia e recentemente em São Paulo e Rio de Janeiro.

Os meios de contaminação e os efeitos são similares ao da hepatite A

 

Hepatite G

Ainda pouco conhecida, parece apresentar formas de transmissão semelhantes as hepatites B e C. Os seus efeitos são praticamente desconhecidos

 

Outras hepatites

Outros vírus da hepatite estão sendo descobertos, mas são menos comuns.

Quando é um vírus desconhecido, hoje convencionou-se usar o termo Hepatite Criptogênica (Não-A-B-C-D-E-G).

Outros vírus como o Dengue, Febre Amarela, Epstein-Barre e Cytomegalovirus, como também parasitas e bactérias, podem causar hepatite como um efeito secundário.

Outros tipos de hepatites não viróticas são: a Hepatite Autoimune, a doença de Wilson, a Hemocromatosis, hepatites causadas por drogas, medicamentos ou produtos tóxicos e a hepatite por ingestão de bebida alcóolica.

 

Informações sobre hepatites

Ante qualquer dúvida consulte sempre seu médico ou procure um posto de saúde.

Informações sobre hepatite estão disponíveis na Internet na página do Grupo Otimismo, no endereço www.hepato.com

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